Ziulkoski avalia resultado da mobilização pela Emenda 29; ouça a entrevista
CNM
 O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, avaliou o resultado da mobilização pela votação da Emenda 29 promovida nesta terça-feira, 13 de julho. Indignado, ele concedeu entrevista à imprensa no Salão Verde da Câmara após receber a notícia de que a votação do PLP 306/2008 fora adiada mais uma vez.
“Os prefeitos estão decepcionados com todo esse andamento dado pela presidência da Casa e pelos líderes dos partidos”, disse. Ele falou do respeito da CNM aos parlamentares, mas reafirmou que o municipalismo reivindica a regulamentação da Emenda 29 porque “não são recursos para os prefeitos e seus orçamentos e, sim, para o setor de Saúde nos Municípios, cada vez mais debilitado”.
“O presidente [Michel Temer] precisa pautar. Não entendemos essa ditadura que existe aqui. É por omissão de muitos parlamentares que atribuem toda a culpa ao deputado Vaccarezza [líder do governo]”, criticou. Ziulkoski ainda fez um questionamento: “Onde estão os líderes dos partidos que deveriam ter responsabilidade com o povo brasileiro?”.
 De acordo com o dirigente da CNM, esses recursos são dinheiro dos impostos que têm que retornar para os Municípios de alguma forma. “Estamos aqui, em nome da população brasileira, pedindo que tenham pelo menos a coragem de votar”, disse, destacando que há quase três anos não se vota um destaque da Saúde na Câmara.
Esforço concentrado A reunião de líderes, conforme anunciado pelo presidente Michel Temer (PMDB-SP), decidiu que na volta do recesso haverá um “esforço concentrado” para votar a Emenda 29 antes das eleições em outubro. As datas para votação em Plenário serão nos dias 3, 4 e 5 de agosto e em 31 de agosto e 1 e 2 de setembro.
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